sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Gengis Khan






Gengis Khan

Guerreiro mongol que durante o século XIII liderou e ampliou um vasto império que se estendeu desde a China, Ásia central, Mar Cáspio, Afeganistão, Pérsia e até Europa.

Astuto e estratega, conseguia subjugar os povos pelo uso da violência e pela utilização do jogo psicológico.
Ordenava aos seus homens que acentuassem o seu cheiro, que tornassem a sua aparência feia e horrorizante e que emitissem gritos guturais de forma a aterrorizar aqueles que pretendia conquistar.

Se  por um lado, solidificou o império de forma bárbara, por outro acabou com as frequentes guerras que assolavam os pequenos reinos da Ásia. Com o seu reinado de mão de ferro permitiu que as rotas comerciais se tornassem mais seguras. A Rota da Seda, de longa data já importante, começou a funcionar como uma artéria que foi ligando progressivamente o Oriente ao Ocidente, dando a conhecer inventos como:
o papel;
a bússola;
o ábaco.

Assim, podemos dizer que devido à atuação deste intrépido guerreiro, décadas depois, surge a alavanca para a idade moderna.

sábado, 4 de agosto de 2018

Tributo a Clint Eastwood - Gorillaz



Produced By:
 Dan the Automator, Gorillaz, Jason Cox & Tom Girling


"I ain't happy, I'm feeling glad
I got sunshine in a bag
I'm useless, but not for long
The future is coming on
I ain't happy, I'm feeling glad
I got sunshine in a bag
I'm useless, but not for long
The future is coming on
It's coming on, it's coming on
It's coming on, it's coming on
It's coming on…"





terça-feira, 31 de julho de 2018

Jacques de Molay



BIOGRAFIA DE 
JACQUES DE MOLAY

Em 1244 nasce Jacques De Molay em Vitrey, na França, porém pouco se sabe de sua família ou sua primeira infância. Aos 21 anos, torna-se membro da Ordem dos Cavaleiros Templários, Ordem  que participou ativamente  em numerosas Cruzadas. 

Em 1298, De Molay é eleito Grão Mestre da Ordem, cargo que o posiciona muitas vezes acima dos grandes lordes e príncipes da época e função que desempenha com honra e glória pautada por valores e crenças que ainda hoje são assumidas por quem deseja seguir o exemplo de tão valoroso servo:  

Servo a Deus;
Honra todas as mulheres;
Ama e honra seus pais;
Leal a ideais e amigos;
Executa trabalhos honestos;
Crença de que é cortês;
Crença de que é sempre um cavalheiro;
Patriota tanto em tempo de paz como em tempo de guerra;
A favor das escolas públicas;
Orgulho na sua Pátria, seus pais, família e amigos;

A palavra de uma Crença que é tão válida quanto sua confiança;

Uma Crença, por preceito e exemplo, deve manter os elevados níveis aos quais se compromete
.

sábado, 30 de junho de 2018

Mundial Rússia 2018 Especial Quaresma








Quaresma marcou no passado dia 25 de junho o golo que abriu as portas a Portugal para oitavos de final no Mundial da Rússia 2018, num jogo emocionante e arrepiante de nervos.

Estreou-se a marcar com uma magnifica trivela pela equipa das "quinas"





sexta-feira, 29 de junho de 2018

Afonso Mendes de Noronha "Ministério do Tempo"




“A máquina do tempo não existe. 
O que existe são as portas do tempo!” 

Série televisiva da RTP

"MINISTÉRIO DO TEMPO"

Personagem:
Afonso Mendes de Noronha

"Afonso Mendes de Noronha (João Craveiro), 43 anos, é um homem duro. Habituado a guerras e batalhas… do século XVI. Depois de ser vitima de uma terrível intriga na corte, o rei D. João III condena-o à morte.  Horas antes da sua execução, Afonso recebe uma proposta do Ministério do Tempo. Poderá viver, desde que se mude para o século XXI e nunca mais contacte a sua mulher.  É ele quem vai salvar a patrulha, e muitos dos heróis da nossa história, em momentos de maiores dificuldades."

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Adamastor by Nuno Freire



O Gigante Adamastor
texto em prosa
João de Barros

“(…)

Navegamos cada vez mais por diante, vencendo sempre com boa cara os perigos incessantes que surgiam.
Mas, cinco dias depois da aventura de Veloso, numa noite em que sopravam ventos prósperos, estando nós de vigia, uma nuvem imensa, que os ares escurecia, apareceu de súbito sobre as nossas cabeças.

Tão temerosa e carregada vinha que os nossos valentes corações se encheram de pavor!

O Mar bramia ao longe, como se batesse nalgum distante rochedo. Tudo infundia pavor. E nunca na nossa viagem tínhamos encontrado nuvem tão espessa e tão assustadora. Todas as tempestades pareciam vir dentro dela, para de lá saírem e nos assaltarem.

Erguendo a voz ao Céu, supliquei piedade a Deus.
Mal acabava de rezar ─ e logo uma figura surgiu no ar, robusta, fortíssima, gigantesca, de rosto pálido e zangado, de barba suja, de olhos encovados, e numa atitude feroz.

Os cabelos eram crespos e cheios de terra. A boca era negra. Os dentes amarelos.

Tão grandes eram os seus membros, que julguei ver um segundo colosso de Rodes, esse colosso que era uma das sete maravilhas do Mundo, de tal maneira alto que, diz-se, por baixo das suas pernas passavam à vontade enorme navios!...

Num tom de voz grossa, como a voz do mar profundo, começou a falar-nos.
Arrepiámo-nos todos, só de ouvir e de ver tão monstruosa criatura.

Disse então o Gigante, voltando-se para nós:

─ Ó Gente ousada mais de que nenhuma outra, que nunca descansais de lutas e combates, já que não temeis ultrapassar os limites onde ninguém mais chegou, e navegar por mares que me pertencem; já que vindes devassar os meus segredos escondidos, que nenhum humano deveria conhecer ─ ouvi agora os danos que prevejo para vós, para a vossa raça, que subjugará no entanto todo o largo Mar e a imensa Terra.

Ficai sabendo que todas as naus que fizerem esta viagem encontrarão ─ castigo merecido do seu atrevimento sem par! ─ as maiores dificuldades nestes meus domínios. E sofrerão o horror de tormentas desmedidas.

Punirei de tal modo a primeira armada que vier aqui depois da vossa frota, que os seus tripulantes mal sentirão talvez o perigo de me defrontarem. Mas hão de chorar depois do dano que eu lhes fizer…

Hei de me vingar de quem primeiro me descobriu, do vosso Bartolomeu Dias, fazendo-o naufragar aqui mesmo.
E outras vinganças imprevistas executarei…

D. Francisco de Almeida deixará aqui a sua glória e os troféus que arrancar aos Turcos. Manuel Sepúlveda verá aqui morrer os filhos queridos, verá aqui sofrer mil ferimentos a sua mulher, que os negros cafres hão de torturar e matar.

E tantos, tantos mais dos vossos, hão de experimentar a fúria do meu ódio pela audácia de me inquietarem, perturbando a solidão em que vivo e quero viver…

Era tão assustador o que me dizia o monstro horrendo, que eu o interrompi, perguntando-lhe quem ele era, e porque estava assim tão zangado.

Retorcendo a boca e os olhos, e lançando um espantoso brado, respondeu-me em voz pesada e amarga, como quem se aborrecera da pergunta feita:

─ Eu sou aquele oculto e grande Cabo, a quem vós tendes chamado Tormentório, e que ninguém, a não ser vós, Portugueses, algum dia conheceu e descobriu.

Sou um rude filho da Terra, e meu nome é Adamastor.
Andei na luta contra o meu Deus, contra Júpiter, e, depois, fiz-me capitão do mar e conquistei as ondas do Oceano.

E então me apaixonei por Tétis, princesa do mar e filha de Neptuno.

Ai de mim!... Sou tão feio, tão horrível, que ela nem me podia olhar!

Determinei conquistá-la à força e mandei-lhe participar esta minha intenção.

Tétis fingiu aceitar o meu pedido de casamento…
E julguei certa noite vê-la e supus que vinha visitar-me e combinar as nossas bodas.

Deslumbrado, corri como um doido para ela e comecei a abraçá-la.
Mas nem sei de tristeza como conte o que me sucedeu…

Julgando abraçar quem amava, achei-me de repente abraçado a um duro monte, coberto de mato bravio e espesso. Tétis transformara-se em rocha feia e fria!

Vendo um penedo a tocar a minha fronte, em lugar do roto angélico de Tétis, penedo me tornei também, de desespero.
Em penedos se me fizeram os ossos, a carne em terra inculta, e estes membros e esta figura que te horroriza estenderam-se pelo mar fora.

Enfim, a minha grandíssima estatura converteu-se neste remoto Cabo.

E, para redobrar as minhas mágoas, Tétis anda-me sempre cercando, transformada em onda.

E, como as ondas, que ora estão junto da praia, ora dela fogem para o mar alto, assim faz a princesa do Oceano: ─ ora está perto, ora longe de mim, nunca se deixando prender, nunca ficando tranquila entre os meus braços de pedra…

Assim contou a sua história o Gigante Adamastor… E logo de seguida a nuvem negra, que nos escondia o céu, desfez-se ─ e o Mar bramiu ao longe, muito ao longe…

De novo rezei a Deus, pedindo-lhe que nos guardasse dos perigos que o Adamastor anunciara.

Quando a manhã rompia, é que avistamos e torneamos o Cabo em que se tinha convertido o grande gigante. 

(…)”

In Os Lusíadas de Luís de Camões contados às crianças e lembrados ao povo,

adaptação em prosa de João de Barros

domingo, 27 de maio de 2018

Gótico



Gótico 
de Fernando Guerreiro

É sempre com um sentimento confuso que se cruzam as ruas que nos conduzem ao sepulcro. Então o que mais impressiona é a viscosidade dos pavimentos onde continua a crescer uma forma literária de musgo. 
Extinto o horizonte, sobre tudo cai. 
Indolente. 
Um panejamento de  penumbra. 
Que lança-o a procurar a solução dos segredos na humidade
túmulos – ou partir para o Norte. Para ai se confundir com um “maistrom” de bruma! 

Sobre o lago um corvo envolve com as asas o pescoço do cisne de que jorra o sangue que lava o poente de tanta brancura.
“Conhece o branco, mas concentra-te no negro."
Segrega o vulto que o vento arranca do fundo em mausoléu da ruína. 
Haverá algum salão no meio de tanta violência, onde ainda se fala de literatura? Aceitará a natureza ser cortejada por palavras que contrariam os seus desígnios. No entanto, as verdadeiras migrações passam-se sempre na mente – em corredores por onde os homens arrastam redes em que conservam – fragmentado e erudito –
o fantasma do mundo.